terça-feira, 21 de junho de 2011


Abriu o dia cedo.

Sol lancinante cerrou a visão.

Bote no rio seco não faz travessia.

Foi com os pés machucados à sombra que estava do lado de lá.

Não emitiu um grunhido, um suspiro, um grito, um apelo, sequer um pedido.

Seguiu mais só que o sol: os dois sós.

No meio do caminho...

Caiu.

Virou-se para o seu companheiro solitário.

Abriu os olhos queimados.

Uma sombra surgiu.

E esta estendeu-lhe amizade com a mão:

Muito agradecido e com os olhos umidecidos...

uma gota caiu...

e molhou a travessia seca transformando-a em rio.

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