"Quando a imaginação desdobra as suas asas atrevidas, ela sonha com a eternidade em seu delírio; mas um estreito espaço basta-lhe quando um abismo devorou todas as suas alegrias e esperanças. A inquietude aloja-se no fundo do coração e nele produz dores secretas: ela trabalha sem descanso e destrói o prazer e o repouso; assume mil fisionomias diversas: é ora nosso lar ora uma mulher, depois uma criança, uma casa, o fogo, o mar, um punhal, um pouco de veneno. O homem treme diante desses males que não o atingirão e chora continuamente os bens que não perdeu."